A expectativa é que a oferta de vagas no Estado cresça 15% em relação a 2005, diz Fecomércio
Noêmia Ataíde
Já começou a corrida para garantir uma vaga de emprego temporário, para as festas de fim de ano. São oportunidades para caixas, balconistas, promotores de vendas, recepcionistas, telefonistas. Há vagas também para segurança, recreadores, cabeleireiros, manicures, esteticistas, confeiteiro e até auxiliar de cozinha. Mas a maioria da vagas é oferecida pelo comércio varejista, que deve empregar em caráter temporário, neste fim de ano, cerca de 90 mil pessoas, em todo o País. Os dados, preliminares, são da Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), e podem aumentar conforme a demanda de cada segmento.
Além de representar um salário extra, o emprego temporário tem a vantagem para quem tenta entrar no mercado de trabalho, pois geralmente não se exige que os candidatos tenham experiência anterior. Em Goiás, a maioria das vagas de trabalho temporário está concentrada no comércio varejista, como os shopping centers, rede de supermercados e em alguns setores da indústria, em especial o de vestuário e bijuterias, produtos que têm as vendas aquecidas nesta época do ano.
De acordo com o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), José Evaristo dos Santos, a expectativa é que a oferta de vagas temporárias no Estado cresça 15% em relação a 2005. A estimativa é de que serão oferecidas 1.593 vagas a mais, em comparação ao ano passado, das quais 70% apenas em Goiânia, onde estão concentradas as grandes lojas de departamentos, supermercados e principais shopping centers do Estado.
Cerca de 70% dos contratos temporários são para a área de vendas. O salário pago ao trabalhador no comércio está em torno de R$ 700, dependendo da atividade a ser desempenhada. Segundo Evaristo dos Santos, os vencimentos do trabalhador temporário também seguem as regras estabelecidas pelo sindicato da categoria.
Vaga definitiva
Faltando pouco mais de dois meses para o Natal, a Fecomércio estima faturamento de 6% superior ao ano passado. O aquecimento nas vendas tem início a partir do dia 30 de novembro, com o pagamento da primeira parcela do 13º salário. O vice-presidente da Associação dos Lojistas do Shopping Flamboyant, Mihran Merzian, acredita que este ano a oferta de vagas de trabalho temporário no estabelecimento deverá superar a registrada em 2005.
Com 300 lojas e seis mil funcionários efetivos, o shopping deverá abrir cerca de 3 mil vagas para trabalhos temporários. Segundo Merzian, cerca de 30% dos candidatos acabam conquistando uma vaga definitiva. "As empresas estabelecem metas, e o funcionário que alçá-las acaba sendo contratado." Ele também conta que parte dos lojistas prefere contratar trabalhadores inexperientes, sem os vícios de empregos anteriores.
"O comerciante prefere treinar o funcionário de acordo com o perfil do seu negócio."
O Goiânia Shopping deverá ofertar 500 vagas temporárias para atender cerca 110 lojas estabelecidas naquele centro de compras. A assessoria de comunicação do shopping informa que algumas lojas já começaram a contratar mão-de-obra extra para atender o aumento da demanda nas vendas que acontece durante as festas de fim de ano. Mas muitos lojistas ainda estão em processo de captação de currículo ou de seleção de candidatos. No Araguaia Shopping, onde funcionam 115 lojas, devem ser abertos 100 postos, segundo a diretoria de Marketing do Centro de Compras.
Saiba mais
Dica ao candidato
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), por não exigir experiência, os candidatos a vagas de trabalho temporário são selecionados conforme a empatia pessoal que transmitem, a capacidade de adaptação ao serviço e a facilidade na comunicação
Perfil do candidato
A maioria tem entre 18 e 24 anos;Boa parte é de estudantes, que aproveitam as férias escolares para um ganho extra;Outra parcela busca o primeiro emprego
Contrato é regulado pela CLT
O contrato temporário – que tem validade de três meses, podendo ser prorrogável por igual período – equivale ao trabalho registrado, com todos seus principais benefícios. Só não contempla o aviso prévio e multa de 40% sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
Fonte: Asserttem
Educação
UCG chega aos 47 anos
Na semana de aniversário de 47 anos de sua criação, a Universidade Católica de Goiás (UCG) abriu as portas à scomunidade. Com trabalhos importantes para a sociedade como a pesquisa "Invertendo a Rota", que detectou 170 pontos de exploração sexual de crianças e adolescentes em Goiânia, a UCG intensificou uma campanha educativa com taxistas e sindicatos, entre outras entidades.
De acordo com o reitor da UCG, Wolmir Amado, houve uma grande participação da sociedade em todos os eventos realizados. Entre eles, destacaram-se as apresentações artísticas, como teatro, coral infantil e grupos de dança que já atuam na instituição, além do semanário sobre segurança alimentar e combate à fome e do 3º Fórum de Ciência e Tecnologia. Ainda integraram o evento, a exposição de fotos e artigos sobre a criação da universidade, lançamentos de livros e do Balanço Social 2005. "Tivemos mais de cem palestras simultâneas, com a presença de 500 pesquisadores envolvidos", destacou o reitor.
Criada em 17 de outubro de 1959, a UCG possui atualmente 41 cursos de graduação, 67 especializações, 13 mestrados e 3 doutorados. Nos últimos anos, além do número de cursos a instituição criou mais três campi avançados. No último ano, destacou-se a adesão dos cursos de graduação da Faculdade Cambury, que trouxe os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, além de ampliação do curso de Direito da instituição. Atualmente, a UCG dispõe de um corpo docente de 1830 professores e 790 funcionários administrativos. Circulam em seus corredores aproximadamente 24 mil alunos de graduação, bem como 2,8 mil alunos de pós-graduação.
Extensão
De acordo com a coordenadora dos programas permanentes dos Cursos de Extensão da UCG, Maria Teresa Ramos Jubé, a universidade possui 53 cursos de extensão. Entre os mais antigos, abertos há 12 anos, estão os cursos de Atualização em Direito Previdenciário e o de Planejamento e Organização de Eventos. "Esta é a oportunidade para trazer a sociedade para dentro da universidade, principalmente com cursos tecnológicos e de extensão reduzida", explica.
Como cursos não-remunerados, a universidade também realiza projetos que agregam as diversidades sociais, com atividades que abrangem trabalhos voltados ao idosos, afros-descendentes, mulheres, como o Universidade Aberta à Terceira Idade, Programa Aprender a Pensar, Centro de Estudos da Aldeia Universal, Programa Interdisciplinar da Mulher, Centro de Estudo Brasil-África, Programa de Educação Ambiental, Programa em Nome da Vida.
O aniversário da universidade se transforma em uma oportunidade rica de mostrar à comunidade os trabalhos desenvolvidos pela UCG, defende Wolmir, que encerra no fim de novembro o seu reitorado. A mantenedora da UCG, a Sociedade Goiana de Cultura, ainda não se decidiu pela sucessão, ou mesmo pela continuação de Wolmir Amado na reitoria da UCG. (Hebert Regis)